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O livro revela para aos leigos em história bíblica que Judas não recebeu 30 moedas de prata por trair Jesus, algo que os especialistas na Bíblia já sabiam. O trabalho argumenta que Jesus não caminhou sobre a água e nem transformou água em vinho nas bodas em Canaã, episódios amplificados pela Igreja primitiva.
Outra tese inovadora para o grande público: Judas não queria que Jesus fosse preso, mas esperava convencê-lo a fugir da Galiléia na companhia do escriba, e foi o escriba que o traiu. Os autores questionam que Judas se tenha suicidado por enforcamento, como alega Mateus, e sustentam que ele foi crucificado pelos romanos.
Assim, concluiu Moloney, Judas se torna um personagem trágico mas com poder de decidir por si só, o que não permitiria que ele fosse considerado como instrumento do plano divino, ao contrário do que propõe aqueles que defendem o manuscrito publicado pela National Geographic, tradução para o copta, no século III, de um texto gnóstico grego ainda mais antigo.
Os autores do livro "O Evangelho Se
gundo Judas, por Benjamin Iscariote", lançado em 24/03, em oito idiomas, entre os quais o português e espanhol,afirmam que a imagem de Judas Iscariotes precisa ser revista .
gundo Judas, por Benjamin Iscariote", lançado em 24/03, em oito idiomas, entre os quais o português e espanhol,afirmam que a imagem de Judas Iscariotes precisa ser revista .O anglicano Jeffrey Archer,e o especialista católico em assuntos bíblicos Francis J.Moloney, da ordem salesiana, escreveram o livro juntos, com o objetivo de questionar tanto a visão tradicional e essencialmente negativa de Judas quanto as recentes interpretações -baseadas em um antigo manuscrito copta publicado pela revista norte-americana National Geographic- que fazem do apóstolo um simples instrumento do plano divino, e portanto um herói que, por sua conduta, propicia a morte e a ressurreição de Cristo.
"O silêncio dos evangelistas Marcos, Lucas e João sobre o fato de Judas ter traído Jesus por 30 dinheiros me levou a pensar que o relato de Mateus a respeito é tendencioso, e que na realidade não se sabe nada ao certo sobre o episódio", disse ontem Moloney, na apresentação mundial do livro, à qual esteve presente Stephen Pisano, reitor do Pontifício Instituto Público. Pisano afirmou que sua presença não implicava que o Instituto, o Vaticano ou o Papa aprovassem o livro, mas sim que o debate acadêmico sobre um aspecto do Novo Testamento era admissível.
Foi Jeffrey Archer que saiu em busca de um especialista em assuntos bíblicos para escrever o livro, e localizou Moloney por sugestão do cardeal Carlo Maria Martini. Moloney aceitou a proposta, sob a condição de que coubesse a ele determinar o método de trabalho. "Nem tudo que o livro narra pode ser considerado provável, mas tudo deve ser possível", ele dispôs. Como resultado, o volume recolhe, em um formato de versículos semelhante ao dos Evangelhos, a vida de Jesus tal como vista por Judas e redigida por seu filho, Benjamin Iscariote. O relato se baseia em textos do Novo Testamento, e um glossário oferece esclarecimentos do especialista em assuntos bíblicos.
O livro revela para aos leigos em história bíblica que Judas não recebeu 30 moedas de prata por trair Jesus, algo que os especialistas na Bíblia já sabiam. O trabalho argumenta que Jesus não caminhou sobre a água e nem transformou água em vinho nas bodas em Canaã, episódios amplificados pela Igreja primitiva.
Outra tese inovadora para o grande público: Judas não queria que Jesus fosse preso, mas esperava convencê-lo a fugir da Galiléia na companhia do escriba, e foi o escriba que o traiu. Os autores questionam que Judas se tenha suicidado por enforcamento, como alega Mateus, e sustentam que ele foi crucificado pelos romanos.
Assim, concluiu Moloney, Judas se torna um personagem trágico mas com poder de decidir por si só, o que não permitiria que ele fosse considerado como instrumento do plano divino, ao contrário do que propõe aqueles que defendem o manuscrito publicado pela National Geographic, tradução para o copta, no século III, de um texto gnóstico grego ainda mais antigo.







