ada de setenta, os nutricionistas estavam mais preocupados em cobrir as carências alimentares e em conseguir que se consumissem calorias suficientes, do que com a qualidade dos alimentos. Mas nos últimos anos, a ciência provou que é mais importante a qualidade dos alimentos do que a quantidade; que as necessidades de proteínas são menores do que se pensava e que o problema da nutrição dos países desenvolvidos é o excessivo consumo de alimentos de origem animal, de gordura, açúcar e a falta de produtos frutas, cereais e hortaliças.
Os ocidentais comem sete vezes mais proteína do que o necessário e as pesquisas demonstram que quanto maior o consumo de proteína mais cálcio os ossos perdem. Um estudo realizado em 1983 pela Universidade de Michigan demonstrou que, aos 65 anos de idade, homens vegetarianos tinham uma perda óssea média de 3%; homens carnívoros, 18%. Entre as mulheres, as vegetarianas apresentavam 7% de perda óssea média e as carnívoras 35%.
Verificou-se,também,que os vegetarianos têm um sistema imunológico mais forte que o dos carnívoros e apenas metade das chances de morrer do coração.
É observado entre os consumidores de carne e derivados do leite uma incidência maior de
câncer,artrite, osteoporose, obesidade, asma, impotência e artérias obstruídas. Vamos lembrar,ainda, dos hormônios, aditivos, corantes e antibióticos consumidos junto com a carne.
Economicamente, substituir a carne por cereais, significa uma enorme ganho de produtividade. No Brasil, um boi precisa de 3 a 4 hectares de terra e produz em média 210 quilos de carne, no período de 4 a 5 anos. Nesse mesmo tempo e nessa mesma quantidade de terra, colhemos, no Brasil, uma média de 19 toneladas de arroz, ou 8 toneladas de feijão, 34 toneladas de milho, 32 toneladas de soja, 23 toneladas de trigo.No Brasil 85% do milho produzido destina-se à alimentação dos animais,ou seja, além do gado produzir menos alimento, ainda consome grãos e pasto.
A criação de animais para servir de alimento utiliza mais de um terço de toda matéria-prima e combustível fóssil consumidos no país. A produção de um simples hambúrguer utiliza a energia necessária para fazer rodar um pequeno carro por

Do ponto de
visto estético o comércio da carne é uma das principais fontes da grosseira e brutalidade que há no mundo. O vegetarianismo promove beleza, refinamento e cultura. A comparação dos horríveis espetáculos, sons e odores de um matadouro com a beleza e o perfume de uma horta ou um pomar não deixa lugar a dúvidas sobre a questão.Se nossa preocupação for ecológica vamos constatar a criação de gado devastando imensas áreas verdes naturais. A demanda por carne é uma das principais causas da destruição das florestas em todo o mundo, contribuindo para a extinção das espécies,a desertificação e a poluição do ar causada pelo dióxido de carbono. Estudos recentes realizados nos EUA, revelam que o rebanho bovino produz, pelo menos, 12% do gás metano, uma das substâncias responsáveis pelo efeito estufa, liberado para o meio ambiente. A indústria da carne é uma das principais causas de poluição e consumo de água.
A indústria da carne causa mais poluição da água do que todas as outras indústrias juntas, isso porque os animais criados para corte produzem 130 vezes mais excrementos do que toda população humana: 39.280 quilos por segundo. Um abatedouro de suínos típico gera excrementos equivalentes a uma cidade com 12.000 habitantes.
A criação de animais de corte consome mais da metade de toda água utilizada no país. São necessários
São destruídos 200 km quadrados de florestas tropicais por ano, para criar espaço destinado à criação de animais. Para cada 150g de Hambúrguer feito com carne de animais criados nestas áreas, são consumidos 16 km quadrados de Terra.
Quando visamos o aperfeiçoamento do corpo humano com vistas à realização espiritual, verdadeira finalidade de nossa existência na matéria, também, é totalmente inadequada a alimentação carnívora. Não é um alimentação com propriedades que favoreçam a harmonia, o equilíbrio, o ritmo e a perseverança que o espírito busca.
A respeito à vida animal é um preceito esotérico, porque os animais são, como nós, criaturas de Deus, dotadas de sentimentos, inteligência e consciência em evolução. Devemos amá-los, pois outrora, passamos também por essa etapa evolutiva.
Todos os que abandonam o uso da carne, constatam que sua mente se torna mais lúcida, sua percepção maior e suas aspirações mais elevadas. Libertam-se de influências doentias, mórbidas; têm pensamentos mais claros, aumenta o poder de sua vontade e cresce a sua espiritualidade.
VEGETARIANOS FAMOSOS:

Albert Einstein, Albert Schweitzer, Alexis Carrel, Beethoven, Bob Dylan, Buda, Carl Segal, Gandhi, Goethe, Lao Tsé, Leonardo da Vinci, Newton, Nietzche, Paul e Linda McCartney, Pitágoras, Platão, Rousseau, Shelley, Sócrates, Thomas Édson, Thoreau, Tolstoy, entre outros!...
“Você conhece a educação de um povo pela maneira como trata seus animais e sua natureza.”Gandhi
“Seres humanos precisam refletir sobre o impacto de suas ações na vida de outros seres, humanos ou não. Limitar consideração moral somente a humanos(veja Relações homem-natureza) não é mais lógico ou justificável do que limitar consideração somente a pessoas brancas ou do sexo masculino. Especiecismo, como racismo e sexismo, é errado porque todos os animais contribuem para o ecossistema e são capazes de sofrer. Nós não precisamos comer carne ou ovos ou beber leite para viver. Porque o atual sistema de produção em massa desses “produtos” causa dor, tortura, sofrimento, e em última instância a morte de bilhões de animais, nós deveríamos ser eticamente inclinados a renunciar a eles”.
John Robbins, Dieta para uma nova América
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| RECEITAS PARA TOMAR GOSTO... |
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ALMÔNDEGAS DE SOJA
Massa:
2 e 1/2 xícaras (chá) de resíduo de soja
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de cheiro verde picado
1 colher (sopa) de cebola picada
sal (a gosto)
óleo de soja (fritura das almôndegas)
Molho:
1 xícara (chá) de tomates picados sem sementes
2 colheres (sopa) de extrato de tomates
2 colheres (sopa) de cebola picada
2 colheres (sopa) de cheiro verde picado
3 colheres (sopa) de óleo de soja
3 xícaras (chá) de água
sal, alho e pimenta (a gosto)
Modo de preparo
Massa:
Em um recipiente pequeno (bacia) misturar os ingredientes da massa, formar os bolinhos e, fritar em óleo quente.
Após a fritura, deixar as almôndegas sobre folha de papel absorvente.
Molho:
Refogar em óleo quente o alho, a cebola e o tomate, mexendo sempre.
Acrescentar o extrato de tomate, o sal e a água.
Tampar a panela, abaixando o fogo após a fervura.
Cozinhar por cinco minutos.
Desligar o fogo e adicionar o cheiro verde.
Arrumar as almôndegas em uma travessa e cobri-las com o molho.
Servir em seguida.
Bom apetite!







