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grupo de pesquisadores encontrou na região de Kerala, no sul da Índia, um raro manuscrito redigido sobre folha de palmeira, obra do Marajá de Tranvacore e lendário compositor indiano, Swati Tirunal, que data de 1839. O texto, intitulado "Sandupuruvarnanam" e encontrado no distrito de Alapuza, descreve o velho reino de Tranvacore, cujo território se estendia pelo sul da atual Kerala até o extremo sul da Índia.
grupo de pesquisadores encontrou na região de Kerala, no sul da Índia, um raro manuscrito redigido sobre folha de palmeira, obra do Marajá de Tranvacore e lendário compositor indiano, Swati Tirunal, que data de 1839. O texto, intitulado "Sandupuruvarnanam" e encontrado no distrito de Alapuza, descreve o velho reino de Tranvacore, cujo território se estendia pelo sul da atual Kerala até o extremo sul da Índia.O documento consta de 57 folhas de palmeira compostas por Tirunal na escrita tradicional da região, o malayalam, embora os pesquisadores, pertencentes à Missão Nacional de Manuscritos, só tenham recuperado as 31 que estavam guardadas em uma caixa, segundo o coordenador do estudo, P.L. Shaji.
Swati Tirunal reinou em Tranvacore entre 1829 e 1846, quando morreu, aos 33 anos, após compor 400 melodias clássicas - as mais importantes dedicadas ao deus hindu Vishnu - e falar dez idiomas.
Seu nascimento foi motivo da composição, pelo poeta Irayiman Thampi, do acalanto mais conhecido em língua Malayalam, "Omanathinkalkkitavo nalla komalathamarappuvo".
Tirunal, que transformou seu palácio em morada de artistas e músicos e se interessou pela astronomia e a medicina, foi responsável pelo desenvolvimento de um dos dois grandes sistemas indianos de música clássica, o carnático.
Os pesquisadores concentram seu trabalho em encontrar os textos originais das composições de Tirunal, após ter achado também textos de outros autores sobre poesia, épica, medicina e astrologia.
Os manuscritos de palma são objeto de litígio entre os cientistas, que tentam catalogá-los e conservá-los, e os astrólogos, que transformaram em negócio sua suposta habilidade para ler nele o futuro das pessoas.
Atualmente existem 400 mil manuscritos sobre suporte de palma, com uma vida útil de 350 anos, embora o trabalho milenar de gerações de copistas permita a transmissão de conhecimentos de mais de 2.000 anos.







